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domingo, março 23, 2014

domingo, março 09, 2014

Talento Mineiro - Michele Leal


Sim, a nossa estrela vem das Gerais. Mas de pacata, ela só tem a origem, Michele Leal encanta (e ganha!) o mundo com a sua voz. Não foi à toa que Jorge Helder ao ouvir a menina de Itajubá - MG cantar, sem disfarçar seu encantamento, abraçou o projeto e se propôs a fazer direção musical e arranjos. Daí foi um pulo para trazer músicos talentosíssimos - como Lula Galvão, Jaques Morelenbaum, Jurim Moreira, Jaime Alem e Marcos Nimrichter -- para tocar com a Michele nas gravações no estúdio da Biscoito Fino.

Sorte nossa, porque ela diz que o seu sonho é viver cantando... Que nada se compara a sensação de ver no rosto das pessoas que a ouvem a expressão do que ela também sente: emoção!

Descoberta por Dennis Carvalho com a seleção da música Jacarandá para a personagem Malu da novela da Globo: Sangue Bom. A Música tem uma carga sentimental muito forte pois homenageia a avó dela que já partiu mas deixou uma presença muito forte.


domingo, fevereiro 02, 2014

Minas Gerais - Quantas você conhece?

Anti Virus Caipira

Juquinha em Santana do Riacho




Estátua do Juquinha em Santana do Riacho, na Serra do Cipó. Juquinha era um simpático senhor que amava a Serra do Cipó e cuidava por conta própria região. Pra subir a serra, pedia carona na estrada e em troca dava flores a quem o atendia.
Fotografias de Leandro Durães

Prezado Luís,



Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra, né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão. Por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo? Era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra ca­sa, já eram onze e meia da noite e, com a caminhada até em casa, quando eu ia dormir já era mais de meia-noite. De ma­drugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu vivia com so­no. 

Estou pensando em mudar para viver aí na cidade, que nem vocês. Não que seja ruim o sítio. Aqui é muito bom. Muito mato, passarinho, ar puro. Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. Estou vendo todo mundo falar que nós da agricultura estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio do vô, que foi do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em ca­sa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança. Então vejo televisão na praça da igreja. Então vejo televisão na praça da igreja.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou, deve ser verdade, né Luís?


Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né), contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.

Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família.

Mas vieram umas pessoas aqui, do Sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana, aí não param de fazer leite.

Ô, os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra, né Luis?

O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele.
Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos Sindicatos, pelos fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra Delegacia, bateram nele e não apareceu nem Sindicato, nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu, eu e Marina (lembra dela, né? Casei) tiramos o leite às 5 e meia, aí eu levo o leite de carroça até a beira da estrada, onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros.
Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.
Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos, as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.
O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não vai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luís, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados.
As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luís? Quem será?
Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora! Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da Capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vir fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar.
Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo, aí eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto!
No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foram os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado, Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, aí tem luz, carro, comida, rio limpo.
Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar aí com vocês, Luís. Mas fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Aí é bom que vocês é só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem plantar, nem cuidar de galinha, nem porco, nem vaca, é só abrir a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.
Ah, desculpe, Luís, não pude mandar a carta com papel reciclado, pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.



(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Belo texto escrito pelo Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor do Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.

sábado, janeiro 18, 2014

Clube da Esquina


Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido no final da década de 1960 em Minas Gerais.

O Clube da esquina surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), no bairro de Santa Tereza, Belo Horizonte, nos anos 1960, depois que Milton chegou à capital para estudar e trabalhar. Milton acabara de chegar de Três Pontas, cidade onde morava a família e onde tocava na banda W's Boys com o pianista Wagner Tiso; com Marilton foi tocar na noite, no grupo Evolusamba. Compondo e tocando com os amigos, despontava o talento, pondo o pé na estrada e na fama ao vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina.

Aos fãs dos Beatles e The Platters novos integrantes vieram juntar-se: Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e o letrista Fernando Brant. O nome do grupo foi idéia de Márcio que ao ouvir a mãe perguntar dos filhos, ouvia a mesma resposta: "Estão lá na esquina, cantando e tocando violão." De acordo com Lô Borges nos "bastidores" do seu DVD "INTIMIDADE" de 2008, o nome "Clube da Esquina" se deu por acaso, quando um amigo abonado, passando de carro pela esquina onde ele e os amigos se reuniam, resolveu convidá-los para seguir com ele para um clube onde a rapaziada mais abastada costumava se divertir. Como a condição econômica deles não permitia frequentar clubes, um deles respondeu: "Nosso clube é aqui,na esquina!".

Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da Esquina, apresentando um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética. O cantor e compositor Tavito faz referência às saudades do Clube da Esquina na música Rua Ramalhete.

Todos os seus integrantes engajaram numa carreira solo de sucesso, além da formação do grupo 14 Bis, que também fez muito sucesso desde a criação de O Terço.

Considera-se que seus principais participantes tenham sido Tavinho Moura, Wagner Tiso, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Toninho Horta, Flávio Venturini, e os integrantes do 14 Bis, entre outros.


Visite o Museu Clube da Esquina


Fonte do texto Wikipédia

Parque Natural do Caraça

Ir para o Parque Natural do Caraça é uma verdadeira terapia. O local está localizado no município de Catas Altas-MG, a 120km de Belo Horizonte. Hoje, o Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que abrange uma área de 11.233 hectares, cujo nome conhecido também como Santuário do Caraça. A serra é formada por picos e morros, onde o mais alto deles, o Pico do Sol, chega a uma altitude de 2072m. As águas que descem das montanhas formam belas cascatas e cachoeiras como Cascatinha, Cascatona, Bocaína e Belchior, com suas águas intensamente ferruginosas. À noite, é comum encontrar com o lobo-guará, uma das atrações turística co parque. Dizem que a Serra lembra o rosto de um gigante deitado, daí a origem do nome Caraça (grande cara).

Cachorro na Cozinha

Queijos de Minas: Os Melhores do Brasil

Os mais famosos queijos de Minas são os do Serro, Araxá, Campo Redondo, Serra da Canastra, Serrano, Salitre e Canastra Real.

Há quem diga que o queijo de Minas não pode faltar na boa mesa mineira. Um queijo com cafezinho, queijo com goiabada [conhecido como Romeu e Julieta], o pão de queijo ou até complementando um prato requintado, já virou receita garantida em Minas Gerais. O tradicional alimento do estado não perde em nada para os mais aprimorados queijos importados. Tem o Canastra, o do Serro, o frescal, o meia-cura, o Minas do tipo padrão, o de coalho. São tantas opções que fica até difícil dizer qual é mais gostoso. Não é à toa que essa iguaria faz tanto sucesso e já virou patrimônio cultural brasileiro e imaterial de Minas Gerais.



Desde 2008, o modo típico de preparo dos queijos artesanais da região do Serro e da Serra da Canastra foi reconhecido como patrimônio cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O título apenas comprovou o que os mineiros já sabiam. “O queijo produzido aqui é mesmo o melhor. Eu sou apaixonado por essa delícia. Não existe igual no mundo”, comenta o dono de uma loja de queijos do Mercado Central, Rodrigo Gomes de Oliveira. Na loja dele, há queijos de vários tipos. Segundo o comerciante, o mais vendido é o da região da Canastra. “O mineiro gosta de queijo de todo jeito, mas o que todos mais gostam e compram aqui na loja é o tradicional da Canastra”, revela.
Além de fazer sucesso entre as famílias mineiras, o queijo produzido em Minas Gerais é desejado por quem não mora no estado. Rodrigo conta que já virou tradição levar na bagagem o queijinho de Minas. “Tenho vários clientes que compram aqui para levar para outros estados do Brasil. Um amigo meu abriu uma loja de vinhos em Vitória, no Espírito Santo, e levou alguns queijos daqui da loja pra vender lá. O sucesso foi tanto, que hoje ele só vende queijos mineiros”, conta. De pai para filho, a tradição do queijo de Minas na família de Rodrigo começou com o pai dele, Seu Itamar. Ele era apenas um menino quando começou a frequentar a loja do pai, no Mercado Central. No início, em 1983, a loja do Seu Itamar vendia apenas frutas. Meses depois, Seu Itamar percebeu que o queijo era um produto muito procurado pelos fregueses. A Comercial Gomes de Oliveira, então, passou a dividir o balcão de frutas com o de queijo artesanal. Pouco tempo se passou e o proprietário percebeu que o produto tradicionalmente de Minas fazia mais sucesso que as frutas. Estava decidido: a loja passaria a vender apenas queijos.
Especializada em queijo artesanal, a Loja do Itamar [nome batizado pelos clientes] hoje vende cerca de 700 quilos do produto por semana. São mais de 10 tipos de queijos. “Quase 100% desses produtos são de Minas”, revela Rodrigo. Para ele, a opção do pai dele, há 28 anos, foi a melhor possível. “O queijo é um alimento primordial para a mesa da família mineira. Então, esse negócio não poderia dar errado”. O sucesso foi tão grande, que Seu Itamar e Rodrigo tiveram que dobrar a loja de tamanho. Entre queijos tradicionais de Minas e doce de leite, também mineiro, Rodrigo conta que tem clientes fiéis. “Nossos clientes são os mesmos. Tem gente que compra aqui há 25 anos”.

Manter a paixão pelo queijo que começou com o pai, é o objetivo de Rodrigo. Apesar de seu filho ter apenas 1 ano e meio, ele acredita que a tradição da família será passada para mais uma geração. “Eu espero que meu filho se apaixone pelo queijo mineiro. Se depender de mim, isso vai acontecer, pois eu vou ensinar pra ele tudo que aprendi aqui na loja”, prevê.

Texto da página do facebook CONHEÇA MINAS