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sábado, junho 11, 2011

Cebolinha - Simplicidade em Olhos coloridos




Simplicidade em Olhos coloridos

Em época de crise de valores eis que a simplicidade encontrada em um homem comum, vendedor “caminheiro” de muitas estradas e batalhador do dia a dia é cebola cortada nos olhos dos orgulhosos e de raivosos mandatários.
Não quero a “glamorização do apedeuta”, mas apenas enfatizar o humilde que se torna grande ao ser o simpático, o engraçado, o Chaves do desenho e não o devastador da riqueza venezuelana.
Aquele cidadão encostado no balcão do bar do clube, mexendo com todos e tendo uma historinha para contar, sem maldades, dando conselhos dos mais lógicos aos amigos dentro de sua limitação de uma 5ª série mal terminada. Erros gramaticais grotescos e risíveis ou cantarolando um “Supertramp” do mais arranhado possível, de um inglês ininteligível tal quais as atitudes dos baluartes da nação, dos executores e não executivos. “Cebola” é o cara, ou melhor, é o titular como ele mesmo gosta de ser chamado.
É bom porque é autêntico e na inocência não aprendeu outra maneira de ser, é apaixonado mesmo não tendo muita chance para mostrar e não encontrando amparo nos braços de uma mulher, adotou os amigos da turma do bar do “Sô Joaquim” para ser sua família. Adotando freqüentadores de bar ampliou o ciclo e é a figura marcante em todas as rodas onde está presente.
É o protagonista das trocas de frases mais engraçadas das quais presenciamos: _ O caldo de cana mais gostoso é o batido no “ventilador”. _ Coitado o menino nasceu paranormal. Mora aos pés de um morro cujo dono construiu uma casa enorme, desta forma eram vizinhos, pois o elevado termina bem no quintal da casa de nosso personagem... Seu pai de vez sempre em sempre cavava um pouco do terreno para aumentar sua área... Indagado por nós sobre a possibilidade de “dar rolo”; respondeu: _Quando descobrir será tarde, vale a lei do “Uso lampião”... Meu Deus o que será isto?
No rosto traz os olhos siberianos: um azul, outro verde; como marca principal. Indagado que nem a genética poderia explicar tal característica, perguntou onde morava essa tal de Janete.
Trabalha e não é pouco, mas é sempre companhia quando os amigos estão em férias em tempo difícil para se ter companhia, lá está ele a postos. A autenticidade e talvez pureza da alma é muito importante, faz falta atualmente e este rapaz que atende pelo apelido de Cebola, Boinha, Coroné ou titular; é detentor destas qualidades nos fazendo divertir a cada rápido encontro, a cada causo vivido.
Necessitamos mais de “Cebolas” em sua simples trajetória e limitada estrofe aos homens poeticamente melhores que rimam suas histórias com o escárnio de suas arrogantes decisões. 

O texto acima foi extraído (em partes) do artigo sobre o cebolinha escrito pelo Jacó (Jackson José Rennó) e publicado no Jornal O Sul de Minas de Itajubá - MG em 23/10/2010.

Foto do Cebolinha em Maresias - SP, antes de uma caldeirada e depois de não sei quantas caipirinhas para abrir o apetite.

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