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quinta-feira, junho 30, 2011

Jaime Petit da Silva

O "Che Guevara" Itajubense.


Nasceu em 18 de junho de 1945, em Iacanga, Estado de São Paulo, em 1962, foi para Itajubá morar com seu irmão Lúcio. Em 1965, ingressou no Instituto Eletrotécnico de Engenharia da Faculdade Federal de Itajubá, e trabalhava como professor de Matemática e Física nos colégios de Itajubá e Brasópolis (MG). Participava ativamente do movimento estudantil sendo, em 1968, eleito presidente do Diretório Acadêmico, DA da Unifei. Participou também, do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, onde foi preso.



Condenado à revelia em 1969, foi obrigando a abandonar o curso de Engenharia e ir viver no interior como eletricista. Posteriormente mudou-se para a localidade de Caianos, no Araguaia, onde já residiam seus irmãos Lúcio e Maria Lúcia (também desaparecidos), integrando-se ao Destacamento B das Forças Guerrilheiras.


Está desaparecido desde o dia 29 de novembro de 1973, quando seu grupo travou um tiroteio com um grupo de mercenários. Relatos indicam que a cabana em que estava foi cercada, fuzilada e Jaime Petit foi decapitado e sua cabeça colocada em uma mochila para que os mercenários provassem aos militares quem era.

Seus irmãos não tiveram fim diferente:

Maria Lúcia Petit (Maria) - ex-professora primária, participou da guerrilha com os irmãos mais velhos. Morta em junho de 1972 numa emboscada, seus restos mortais foram identificados em 1996. Junto com Bergson Gurjão, são os dois únicos guerrilheiros mortos e identificados posteriormente. Foi enterrada em Bauru, São Paulo.

Lúcio Petit (Beto) - engenheiro e irmão mais velho da família guerrilheira Petit, foi preso durante a aniquilação final da guerrilha no começo de 1974. Visto pela última vez amarrado a bordo de um helicóptero do exército, é dado como desaparecido, estima-se que tenha sido colocado no helicóptero e, vivo, jogado ao mar, como faziam os argentinos.

Atualmente quem passar pela alameda que contorna a sede do D.A. da Unifei, vai encontrar o Centro Cultural Jaime Petit (Bar Cultural), que leva esse nome em sua única homenagem. 

3 comentários:

  1. Comunista bom é comunista MORTO!

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  2. Eduardo Toledo8/01/2012 6:51 AM

    Enquanto alguns deram a vida para ajudar a restabelecer a democracia no Brasil, reacionários mantêm-se "Anônimo" pela covardia em se exporem pessoalmente.

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  3. A maior de todas as mentiras é que lutavam por democracia. Lutavam, isto sim, para implantar uma ditadura comunista.

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